Acnur alerta para brutalidade de ataques do LRA na RC Africana

14 maio 2010

Segundo a agência, entre 20 de Março e 6 deste mês, o movimento realizou pelo menos 10 ataques na província de Alto Mbomou, na extremidade leste do país, matando 36 pessoas.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, alertou esta sexta-feira para o aumento na frequência e brutalidade de ataques contra civis por parte do grupo rebelde ugandês, Exército de Resistência do Senhor, LRA.

Segundo a agência, entre 20 de Março e 6 deste mês, o movimento realizou pelo menos 10 ataques na província de Alto Mbomou, na extremidade leste da República Centro-Africana, matando 36 pessoas. Mais de 10 mil civis foram deslocados e outros 4 mil fugiram para a República Democrática do Congo.

Atrocidades

O Acnur está a fornecer água, comida, mantas e outros utensílios às pessoas deslocadas pelos ataques.

A porta-voz da agência da ONU, Melissa Fleming, disse a jornalistas em Genebra que combatentes do grupo muitas vezes atacam aldeias desprotegidas em zonas isoladas devido a más estradas e falta de comunicações.

Ela afirmou que é por isso que muitas atrocidades cometidas pelo LRA não são noticiadas durante algum tempo.

Epicentro

O epicentro dos massacres do grupo está situado em alguns distritos da província Oriental, no oeste da República Democrática do Congo. Mais de 1,8 mil pessoas foram mortas, cerca de 2,5 mil raptadas e 280 mil forçadas a fugir de suas casas desde Dezembro de 2008. O Exército de Resistência do Senhor opera também no Sudão.

O grupo rebelde foi criado no Uganda em 1986 e notabilizou-se por raptar menores e usá-los como soldados e escravas sexuais.

 

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