Conferência adopta plano de acção para erradicar trabalho infantil

12 maio 2010

Reunião de Haia, patrocinada pela OIT, aprovou um roteiro que descreve a eliminação do fenómeno como uma “necessidade moral”; segundo a agência da ONU, 200 milhões de crianças trabalham actualmente em várias regiões do mundo.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma conferência internacional sobre Trabalho Infantil Global, realizada na capital da Holanda, Haia, adoptou um plano de acção para erradicar o flagelo até 2016.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, OIT, 200 milhões de crianças trabalham actualmente em várias regiões do mundo.

Necessidade Moral

O evento de dois dias, que terminou na terça-feira, aprovou um roteiro que descreve a eliminação do fenómeno como uma "necessidade moral".

O plano de acção enfatiza que os governos devem assumir a responsabilidade de erradicar o flagelo ao mais alto nível, no respeito dos interesses e opiniões de menores.

O coordenador do Programa para a Eliminação do Trabalho Infantil da OIT, no Brasil, Renato Mendes, recordou à Rádio ONU, de Haia, quais as piores formas de trabalho infantil no mundo.

"A exploração sexual de crianças e adolescentes, o tráfico de crianças para fim de trabalho forçado, ou análogo a escravo, o trabalho infantil perigoso que coloca a vida e a saúde das crianças e adolescentes em risco, e aquele trabalho invisível, incluindo o trabalho dentro das nossas casas, o famoso trabalho infantil doméstico" afirmou.

Segundo o director executivo da OIT, Kari Tapiola, os debates desta semana na capital holandesa mostram a urgência de erradicar o trabalho infantil até 2016.

Desaceleração

Um relatório divulgado pela agência, em vésperas da conferência, notou uma desaceleração no ritmo global de redução do flagelo. O documento revelou uma dimunição de apenas 3% entre 2004 e 2008 no número de crianças que trabalham, que passou de 222 milhões para 215 milhões.

O estudo da OIT salienta ainda que a actual crise financeira pode travar progressos em direcção à meta de erradicar as piores formas do fenómeno até 2016.

 

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