Unesco pede silêncio por jornalistas mortos no mundo
BR

3 maio 2010

No Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, celebrado nesta segunda-feira, Irina Bokova fala sobre a importância do direito à informação; ela lembrou as 77 mortes de jornalistas em 2009.

[caption id="attachment_173346" align="alignleft" width="175" caption="Irina Bokova"]

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, pediu nesta segunda-feira um minuto de silêncio em todo o mundo para lembrar os jornalistas que morreram no exercício da profissão.

Em mensagem pelo Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, celebrado neste 3 de maio, Bokova citou os 77 assassinatos de jornalistas no ano passado, a maioria repórteres que cobriam histórias locais.

Impunidade

Segundo o responsável pelo escritório das Américas da ONG Repórteres Sem Fronteiras, Benoît Hervieu, a impunidade é um dos principais problemas nesses casos.

Ele disse à Rádio ONU, de Paris, que Honduras é um dos países mais perigosos do mundo atualmente para jornalistas e chamou de massacre as 7 mortes registradas no país em 2010 em pouco mais de um mês.

No Brasil, de acordo com Hervieu, a preocupação é maior nas regiões Norte e Nordeste, devido ao contrabando e ao crime organizado.

"Também é um problema para jornalistas brasileiros falar sobre questões de meio ambiente e tráfico de madeira. Tudo isso faz com que os jornalistas sejam expostos a vinganças por traficantes mas também por autoridades que podem ter vínculos com o crime organizado ou com fazendeiros que tem apoio político", afirmou.

Direito

Para a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, o Dia Mundial de Liberdade de Imprensa é fundamental para que todos saibam a importância do direito à informação, um princípio que organizações e governos tem obrigação de compartilhar e disponibilizar a qualquer pessoa.

Ela disse que, cada vez que pegamos um jornal, ligamos o noticiário na televisão e no rádio ou vamos à internet, a qualidade daquilo que vemos ou ouvimos depende do acesso que a mídia tem à informação exata e atualizada.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud