Unesco deplora morte em prisão de jornalista camaronês

29 abril 2010

Agência da ONU disse esperar que as autoridades façam tudo ao seu alcance para esclarecem essa morte trágica, incluindo as condições de detenção de Ngota Germain; ele sofria de asma e pressão arterial.

[caption id="attachment_173346" align="alignleft" width="175" caption="Irina Bokova"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A directora-geral da Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, expressou a sua grave preocupação pela morte na prisão de Ngota Ngota Germain, o editor de um semanário nos Camarões.

Num comunicado divulgado esta quinta-feira, em Paris, ela apelou a uma investigação às circunstâncias que roderam a morte do jornalista.

Detenção

Bokova afirmou que está muito triste pela morte de Germain. Ela disse que a detenção e morte de jornalistas representa uma perda para qualquer sociedade.

A directora-geral da Unesco sublinhou que se trata da perda de um par de olhos e da uma voz que pode informar o público sobre assuntos do seu interesse.

Segundo a ONG "Repórteres Sem Fronteiras", o jornalista camaronês sofria de asma e pressão arterial e esteve preso durante cerca de dois meses.

Fraude

De acordo com agências de notícias, Germain foi detido em Março com dois outros colegas, sob a acusação de fraude e utilização de documentos falsos.

Irina Bokova disse que espera que as autoridades façam tudo ao seu alcance para esclarecem essa morte trágica, incluindo as condições de detenção de Ngota Germain.

 

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