Unifem quer garantias para trabalhadoras domésticas no Brasil
BR

29 abril 2010

Agência da ONU lança campanha de rádio pelos direitos da profissão no país; segundo o Unifem, trabalhadoras domésticas precisam ser valorizadas e respeitadas.

[caption id="attachment_167466" align="alignleft" width="175" caption="Trabalho feminino"]

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher, Unifem, no Brasil e Cone Sul acaba de lançar uma campanha pelos direitos das trabalhadoras domésticas brasileiras.

Três spots de rádio com depoimentos sobre o assunto foram produzidos em parceria com a Organização Internacional do Trabalho, OIT, com a Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, Fenatrad, e com apoio do governo do país.

Garantias

Nos spots de 30 segundos, um empregador, uma trabalhadora doméstica e a presidente da Fenatrad, Creuza de Oliveira, falam sobre a profissão.

Segundo a gerente de programa regional de gênero, raça, etnia e pobreza do Unifem Brasil e Cone Sul, Ana Carolina Querino, o setor precisa ser valorizado e respeitado.

Ela disse à Rádio ONU, de Brasília, que o objetivo da campanha também é alertar para a falta de garantias para a trabalhadora doméstica no país.

"O que isso quer dizer é que ela não tem garantias de que vai receber o salário mínimo estabelecido por lei. Ela também não tem garantia de que vai ter acesso à renda caso não possa trabalhar, seja em situação de velhice, quando chegar o momento da aposentadoria, seja em situação de doença em que poderia receber um benefício da previdência. Ela não recebe", afirmou.

Carteira de Trabalho

O Unifem informa que apenas 26,8% do total de trabalhadores domésticos no Brasil tinham carteira de trabalho assinada em 2008. Entre os que não possuíam vínculo formal, a maioria eram mulheres negras.

Mais informações: unifem.org.br

 

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