Aiea e Roche lançam projecto para combater cancro em África

28 abril 2010

A nova parceria pública-privada reflecte uma preocupação comum sobre o crescente fardo do cancro na África Subsaariana; doença mata mais do que HIV-Sida, malária e tuberculose juntos.

[caption id="attachment_158776" align="alignleft" width="175" caption="Combate ao cancro"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea, e a multinacional farmacêutica, Roche, anunciaram esta quarta-feira o lançamento de uma campanha para combater a crescente epidemia de cancro em África.

O projecto, que será conhecido pela sigla Educare, em inglês, vai fornecer um apoio concertado para ajudar os países da região a combaterem a doença.

Parceria

A campanha, que será implementada inicialmente no Gana, Tanzânia, Uganda e Zâmbia, vai estar associada à iniciativa da Aiea de criação de uma rede de centros regionais de formação para profissionais do ramo e à Universidade Virtual de Controle de Cancro em África.

A agência da ONU está a trabalhar estreitamente com a Organização Mundial da Saúde, OMS e outros parceiros internacionais para desenvolver esses centros regionais através do continente.

O projecto conjunto da Aiea e da Roche vai ser o primeiro a facilitar uma transferência de conhecimentos e técnicas, tanto a nível dos fornecedores de cuidados de saúde como das instituições nacionais.

Esta nova parceria pública-privada reflecte uma preocupação comum sobre o crescente fardo do cancro na África Subsaariana, uma região onde as taxas da doença estão a aumentar de forma significativa.

Obstáculos

O cancro é responsável por 12,5% de todas as mortes no mundo, mais do que HIV-Sida, malária e tuberculose juntos. Estima-se que até 2020, 15 milhões de novos casos sejam diagnosticados todos os anos, 70% dos quais nos países pobres.

A falta de profissionais de saúde especializados e formados em oncologia nos países africanos é citada como um dos principais obstáculos à melhoria dos cuidados para os pacientes de cancro. O projecto da Aiea e da Roche tem uma duração de cinco anos e visa formar mais de 200 agentes de saúde nos primeiros 12 meses.

 

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