Prevenção de crimes sexuais em conflitos deve ser prioridade

28 abril 2010

Debate do Conselho de Segurança sobre o tema destaca importância de acabar com a impunidade que rodeia esse flagelo; segundo dados do Unfpa mais de 8 mil congolesas foram violadas o ano passado durante confrontos entre facções rivais.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A representante especial de Ban Ki-moon para a Violência Sexual em Conflitos pediu ao Conselho de Segurança para fazer da prevenção de crimes sexuais uma prioridade, enfatizando a necessidade de acabar com a impunidade que rodeia esse flagelo.

Margot Wallström terminou recentemente uma visita à República Democrática do Congo, país que descreveu como a "capital das violações no mundo".

Mandato

Ela disse ao conselho que as mulheres não têm direitos, se os que violam os seus direitos não são punidos.

O órgão máximo das Nações Unidas debateu a violência contra mulheres em conflitos armados numa sessão realizada na terça-feira.

A representante do Secretário-Geral sobre o tema afirmou que o fim da impunidade para a violência sexual é uma parte crítica do mandato do Conselho de Segurança para mudar o poder da força pelo Estado de direito e substituir o poder das armas por votos.

Wallström disse que continua perturbada por aquilo que ouviu na República Democrática do Congo, onde as mulheres não estão seguras dentro das suas casas, nas suas camas e durante a noite.

Confrontos

Segundo dados do Fundo da ONU para a População, Unfpa, mais de 8 mil congolesas foram violadas o ano passado durante confrontos entre facções rivais.

Ela alertou também que crimes sexuais com motivações políticas têm estado a aumentar, citando os exemplo do Quénia durante a violência pós-eleitoral mais recentemente a Guiné Conacri.

 

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