ONU aplaude decisão chinesa sobre restrições de viagem a seropositivos

27 abril 2010

Onusida disse que país é outro exemplo de liderança na resposta à doença; agência lembra que todas as pessoas devem ter acesso à liberdade de movimento, independentemente do seu estatuto em relação ao HIV.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a decisão do governo chinês de levantar as restrições de viagem ao país para os portadores do vírus HIV.

Ban disse que políticas e práticas punitivas apenas dificultam a resposta global à epidemia. Ele pediu a todos as outras nações que aplicam tais restrições para as remover de forma urgente.

Liderança

O director executivo do Programa Conjunto da ONU sobre HIV-Sida, Onusida, também reagiu à decisão chinesa. Num comunicado divulgado esta terça-feira, Michel Sidibé afirmou que a China é outro exemplo de liderança na resposta à doença.

Ele lembrou que todos os indivíduos devem ter acesso à liberdade de movimento, independentemente do seu estatuto em relação ao HIV.

Na nota, o Onusida reforça que se opõe fortemente à qualquer lei que limite o movimento dos portadores do vírus, que as restrições são discriminatórias, não impedem transmissões e não protegem a saúde pública.

O representante da agência no Brasil, Pedro Chequer, falou à Rádio ONU, de São Paulo, sobre a importância da decisão chinesa.

"Primeiro a gente saúda como algo bastante benéfico do ponto de vista da circulação das pessoas e do respeito aos direitos humanos, da redução de estigma e discriminação. Na realidade os países que realizavam essa restrição o faziam de modo inadequado e não tinha fundamentação científica desde o início", afirmou.

Vistos de Entrada

O Onusida destaca ainda que as restrições de viagem não tem justificação económica, já que os portadores do HIV podem ter vida profissional longa e produtiva.

Cinquenta e um países, territórios e áreas adoptam alguma forma de restrição de entrada, permanência e residência de pessoas que vivem com HIV, cinco países não emitem vistos nem de curto prazo e 23 nações deportam os seropositivos.

*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

 

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