Onusida saúda lançamento de campanha contra HIV na África do Sul

26 abril 2010

Chefe da agência disse que o programa é o maior que o mundo já viu, acrescentando que a África do Sul está a escrever uma nova página no movimento que marcará o fim da tragédia do Sida no continente africano.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa Conjunto da ONU sobre HIV-Sida, Onusida, saudou esta segunda-feira o lançamento de uma campanha nacional na África do Sul que visa testar 15 milhões de pessoas e fornecer tratamento antiretroviral a 80% dos seropostivos até o fim de 2011.

O director-executivo da agência, Michel Sidibé, descreveu o programa como a maior iniciativa de mobilização à volta de um único tema desde o fim do apartheid.

Tragédia

A cerimónia de lançamento decorreu no hospital de Natalspruit, em Joanesburgo, e contou com as presenças do presidente sul-africano, Jacob Zuma e de Sidibé.

O chefe do Onusida disse que a campanha é a maior que o mundo já viu, acrescentando que a África do Sul está a escrever uma nova página no movimento que marcará o fim da tragédia do Sida no continente africano.

Durante o evento, o presidente Zuma revelou o seu estatuto de HIV negativo e encorajou os cidadãos sul-africanos a testarem de forma regular. Ele sublinhou, contudo, que cabe a cada indivíduo revelar o seu estatuto.

Estigma

O líder sul-africano pediu também à população para mudar a sua atitude sobre a doença. Ele notou que o estigma associado ao HIV é causado por ignorância e disse que campanhas de aconselhamento e diagnóstico podem educar pessoas e promover os direitos humanos e dignidade dos que vivem com o vírus.

A África do Sul é o país com a maior população de seropositivos no mundo. Cerca de 5,7 milhões de pessoas, 1/6 do número total de portadores do vírus no mundo, vivem com a doença. 18% dos adultos no país estão infectados.

 

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