Unesco condena morte de sexto jornalista hondurenho em 2010
BR

21 abril 2010

Irina Bokova diz estar muito preocupada com ataques constantes a jornalistas em Honduras e afirma confiar nas autoridades do país para os esforços em encontrar os responsáveis pelos crimes.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, condenou o assassinato do sexto jornalista hondurenho só este ano.

Segundo comunicado nesta quarta-feira, Luis Antonio Chévez Hernández foi morto em 13 de abril na cidade de San Pedro Sula. Ele tinha 22 anos e era apresentador de uma rádio local, a ‘W105'.

Estabilidade

Na nota, Bokova diz estar muito preocupada com ataques constantes a jornalistas em Honduras e afirma confiar nas autoridades do país para os esforços em encontrar os responsáveis pelos crimes.

Ela ressalta que é importante para a estabilidade e para o Estado de Direito que os trabalhadores de mídia hondurenhos sejam capazes de exercer a liberdade de expressão sem temerem por suas vidas.

De acordo com a ONG Repórteres Sem Fronteiras, Honduras e México são os países com mais assassinatos de jornalistas no Hemisfério Ocidental.

Um relatório recente da Unesco mostra que, só em 2009, 77 profissionais foram mortos no mundo, a maioria em nações onde não há conflito armado mas com divulgação de informação sensível, como tráfico de drogas, corrupção e abusos de direitos humanos.

 

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