Situação no Oriente Médio permanece crítica, diz ONU (Português Brasil)

14 abril 2010

Em relatório ao Conselho de Segurança, Lynn Pascoe, disse que não se pode perder a oportunidade de um acordo que irá encerrar a ocupação que teve início em 1967; ele afirmou que o compromisso entre israelenses e palestinos para um cessar-fogo durável e sustentável ainda não foi realizado.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

A situação no Oriente Médio continua frágil e a crise de confiança entre israelenses e palestinos tem impedido a retomada das negociações entre as partes.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira pelo subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, durante apresentação de relatório ao Conselho de Segurança.

Limitação

Pascoe disse que a limitação parcial do governo israelense para a construção de assentamentos na Cisjordânia permanece válida e é bem-vinda, mas a política fica aquém das obrigações de Israel previstas no ‘Roteiro da Paz', que obriga o congelamento dessas atividades na região e em Jerusalém Oriental.

Ele citou progressos para a entrada de materiais na Faixa de Gaza destinados a projetos das Nações Unidas, desde a visita do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, no final de março. Segundo Lynn Pascoe, a importação comercial de madeira e alumínio também foi aprovada, além do envio de roupas, sapatos e vidro.

Apesar dos avanços, de acordo com ele, as medidas estão muito abaixo do necessário para os trabalhos de reconstrução em Gaza. O subsecretário-geral lembrou que metade da população tem menos de 18 anos de idade e que o futuro desses jovens deveria ser prioridade.

Fundo

Pascoe afirmou que a ONU e a Autoridade Palestina chegaram a um acordo sobre a criação de um fundo, que deve ser estabelecido em breve, para destinar recursos para a Faixa de Gaza e para a Cisjordânia, e convidou doadores para apoiarem o mecanismo.

O subsecretário-geral também citou outros ítens da resolução 1860 do Conselho de Segurança que ainda não foram realizados, como o compromisso entre israelenses e palestinos para um cessar-fogo durável e sustentável.

Pascoe reafirmou que a situação é crítica e que não se pode perder a oportunidade de um acordo que irá encerrar a ocupação que teve início em 1967.

 

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