Chilena ganha prêmio de liberdade de imprensa (Português Brasil)

14 abril 2010

Mónica González Mujica passou quatro anos no exílio após o golpe militar de 1973 no Chile e retornou ao país para dar início a investigações sobre violações dos direitos humanos e ações financeiras do general Augusto Pinochet e família.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

Uma jornalista chilena torturada há 25 anos após realizar reportagem investigativa sobre a ditadura militar no país foi a vencedora da edição 2010 do Prêmio Unesco-Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa.

O prêmio foi criado há mais de 10 anos em memória ao editor de um jornal colombiano assassinado em 1987 por denunciar atividades de traficantes de drogas na região.

Exílio

A escolhida em 2010, Mónica González Mujica, passou quatro anos no exílio após o golpe militar de 1973 no Chile.

Ela retornou ao país anos mais tarde e deu início a investigações sobre violações dos direitos humanos e ações financeiras do líder do golpe, o general Augusto Pinochet e família.

Mujica foi presa e torturada entre 1984 e 1985. Após conseguir ser libertada, ela continuou a publicar livros e artigos sobre os abusos da ditadura militar. A jornalista enfrentou ainda novas prisões e tribunais chilenos.

Júri

Desde 2007, Mónica González Mujica é diretora do Centro de Jornalismo e Investigação em Santiago. Ela foi recomendada ao prêmio da Unesco por um júri internacional formado por 12 jornalistas.

Mujica irá receber US$ 25 mil, o equivalente a quase R$ 45 mil, em cerimônia em Brisbane, na Austrália, em 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

 

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