Acnur pede à Zâmbia para suspender repatriação de refugiados

13 abril 2010

Seis pessoas foram deportadas em Fevereiro, incluindo uma mulher grávida, e um outro grupo de 30 indivíduos foi expulso no início deste mês; repatriamento seguiu-se a uma operação da polícia contra o acampamento de Meheba, no noroeste do país.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, pediu esta terça-feira à Zâmbia para pôr fim à expulsão de refugiados e candidatos a asilo para a República Democrática do Congo, após o recente repatriamento de 36 indivíduos.

A porta-voz da agência da ONU, Melissa Fleming, disse que os refugiados afectados vivem no campo de Meheba, no noroeste do país.

Manifestação

Seis pessoas foram repatriadas em Fevereiro, incluindo uma mulher grávida, e um outro grupo de 30 indivíduos foi expulso no início deste mês.

Fleming disse que os refugiados não receberam qualquer explicação sobre as razões para a sua deportação e não tiveram a possiblidade de recorrer da decisão no âmbito da lei zambiana.

Segundo o Acnur, eles foram deportados após uma operação de segurança da polícia em Meheba, a 24 de Fevereiro, que pôs fim a uma manifestação de refugiados.

Uma mulher foi morta, vários outros ficaram feridos e cerca de 150 pessoas foram detidas na sequência da operação.

Conflitos

Os cerca de 15 mil refugiados que vivem no acampamento de Meheba são provenientes de Angola, Burundi, República Democrática do Congo, Ruanda, Somália e Uganda.

Eles representam quase 25% da população de refugiados na Zâmbia, que nos últimos 30 anos recebeu milhares de pessoas que fugiram de conflitos nos países vizinhos.

 

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