Acordo entre bancos reforça combate à corrupção
Presidente da Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que a medida fornece a todos os bancos signatários um novo instrumento para responsabilizar empresas envolvidas em práticas fraudulentas e corruptas ligadas a projectos de desenvolvimento.
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.
Chefes de importantes bancos de desenvolvimento multilateral assinaram um acordo que visa excluir empresas e indivíduos envolvidos em práticas fraudulentas ligadas a projectos financiados por qualquer dessas instituições, numa iniciativa sem precedentes no combate global à corrupção.
O novo acordo inclui o Banco Mundial, o Banco Africano de Desenvolvimento, o Banco Asiático de Desenvolvimento, o Banco para o Desenvolvimento e Reconstrução da Europa e o Banco para o Desenvolvimento Interamericano.
Mensagem
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que o tratado envia uma clara mensagem anti-corrupção: quem roubar a uma instituição é punido por todas.
Ele disse que a medida fornece a todos os bancos signatários um novo instrumento para responsabilizar empresas envolvidas em práticas fraudulentas e corruptas ligadas a projectos de desenvolvimento.
Ao abrigo do acordo, entidades excluidas por um banco podem também ser sancionadas pela mesma ofensa pelas outras instituições bancárias. A decisão vai ajudar a preencher um vazio que anteriormente permitia a uma empresa banida por um banco continuar a obter contratos financiados por outros bancos de desenvolvimento multilateral.
Huguette Labelle, presidente da organização "Transparência Internacional" disse que o acordo, assinado na sexta-feira no Luxemburgo, é um importante sinal de que esses bancos estão a fazer um esforço concertado para sancionar a corrupção através do mundo.