Inquérito a violência eleitoral no Quénia será concluído este ano

1 abril 2010

Promotor do TPI disse que a investigação deve começar imediatamente para evitar a repetição dos mesmos crimes nas próximas eleições; Ocampo falava 24 horas após o tribunal ter autorizado um inquérito aos crimes cometidos após as eleições de Dezembro de 2007.

[caption id="attachment_160297" align="alignleft" width="175" caption="Luis Moreno Ocampo"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O promotor do Tribunal Penal Internacional, TPI, Luis Moreno Ocampo, disse esta quinta-feira que a decisão dos juízes da corte de autorizar uma investigação à violência eleitoral no Quénia significa que o país vai conhecer a justiça.

Falando numa conferência de imprensa em Haia, um dia depois de receber luz verde do TPI para iniciar o inquérito, Ocampo afirmou que a investigação deve começar imediatamente para evitar a repetição dos mesmos crimes nas próximas eleições.

Suspeitos

Os juízes do tribunal decidiram, por maioria, que as informações disponíveis forneciam uma base razoável para acreditar que crimes contra a humanidade foram cometidos no país da África Oriental, após as eleições de 2007.

Luis Moreno Ocampo revelou que existe uma lista de 20 suspeitos, mas que ela não é compulsória. Ele disse que o inquérito irá concentrar-se nos responsáveis pelos incidentes mais graves, com base nas provas que foram recolhidas de forma imparcial.

O promotor do TPI salientou que o objectivo é finalizar o trabalho de investigação ainda este ano e que depois caberá aos juízes tomar uma decisão final.

Violência

O promotor revelou ainda que vai viajar para o Quénia no mês de Maio para se reunir com as vítimas da violência e visitar alguns dos locais onde os crimes foram cometidos.

Ocampo sublinhou que o inquérito do TPI oferece uma oportunidade histórica para mostrar como um país pode ultrapassar a violência, numa altura em que o Quénia se prepara para comemorar o 50º aniversário da sua independência.

 

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