Haiti é teste para a comunidade internacional, diz ministro brasileiro
BR

31 março 2010

Celso Amorim afirma que existe harmonia muito grande entre os países em relação aos objetivos para o Haiti e que não há conflitos entre os projetos para a nação caribenha; Brasil co-presidiu conferência de doadores internacionais na sede das Nações Unidas.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou que há uma consciência geral de que o governo do Haiti tem que conduzir o processo de recuperação do país.

Amorim participou nesta quarta-feira da conferência internacional "Um Novo Futuro para o Haiti", que reuniu mais de 100 países doadores na sede das Nações Unidas em Nova York.

Harmonia

O Brasil co-presidiu o evento, liderado pela ONU e pelo presidente haitiano René Préval, ao lado de França, Espanha, Canadá e União Europeia. O ministro ressaltou que existe harmonia muito grande entre os países em relação aos objetivos para o Haiti.

Em entrevista à Rádio ONU, durante a conferência em Nova York, Celso Amorim disse que não existem conflitos entre os projetos para a reconstrução do país caribenho, atingido por um terremoto há pouco mais de dois meses.

"Eu estou muito contente e já disse isso mas não sei se vai funcionar. Eu acho que o dia 12 de janeiro deveria ser o Dia da Solideriedade Universal para marcar o engajamento da comunidade internacional com o Haiti porque outras tragédias ocorrem e as pessoas acabam deixando de lado. O caso do Haiti é um caso especialmente grave e será um teste para a disposição da comunidade internacional", afirmou.

Recursos

O ministro brasileiro voltou a afirmar que o Brasil ofereceu mais US$ 172 milhões, cerca de R$ 300 milhões, ao Haiti nessa nova etapa. Ele lembrou que o governo brasileiro já havia destinado recursos iniciais para a assistência humanitária de emergência no país.

Celso Amorim disse que a presença brasileira no Haiti vai além dos recursos financeiros e citou os cerca de 2,1 mil militares brasileiros da Missão da ONU no país, Minustah. Segundo ele, outros 400 aguardam autorização para se juntarem ao grupo.

Os brasileiros comandam as operações militares da Minustah, que tem mais de 9 mil boinas azuis de vários países.

 

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