Brasil promete US$172 milhões para o Haiti
BR

31 março 2010

Ministro brasileiro Celso Amorim participou da abertura de conferência de doadores internacionais ‘Um Novo Futuro para o Haiti’, nesta quarta-feira, em Nova York; Hillary Clinton também esteve na sessão inicial; EUA prometeram mais de US$1 bilhão.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Haiti irá precisar de quase US$4 bilhões, o equivalente a R$7 bilhões, para programas e projetos específicos nos próximos 18 meses.

A afirmação foi feita pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a abertura da conferência de doadores internacionais ‘Um Novo Futuro para o Haiti', nesta quarta-feira, em Nova York.

Bem Investidos

O Secretário-Geral voltou a afirmar que o valor total estimado para a recuperação do país caribenho, nos próximos 10 anos, é de US$11,5 bilhões, cerca de R$20 bilhões, e que os recursos devem ser bem investidos e coordenados.

Ban afirmou que os líderes haitianos estão comprometidos com um novo contrato social com a população, em parceria com as Nações Unidas.

Ele lembrou que, além da reconstrução, o país precisa de assistência de emergência, como alimentação, saneamento, saúde e abrigo.

Ban Ki-moon disse que a situação atual é muito difícil, principalmente com a chegada da estação chuvosa e o risco de inundações em acampamentos. O Secretário-Geral enfatizou que o plano é criar um novo Haiti.

EUA

A sessão inicial do encontro, liderado pela ONU e pelo presidente haitiano René Préval, também teve a participação da Secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e do Ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim. O Brasil co-preside o evento de um dia ao lado de Canadá, França, Espanha e União Europeia. Mais de 100 nações participam da conferência.

Hillary Clinton prometeu pouco mais de US$1 bilhão, o equivalente a quase R$2 bilhões, para a recuperação e reconstrução a longo prazo do país.

Ela disse que os problemas do Haiti afetam diretamente a população mas também atingem o restante do mundo e, se a situação piorar, os haitianos não serão os únicos a sofrer.

Brasil

Em discurso em inglês, o Ministro Celso Amorim afirmou que o Brasil está confiante que o Haiti tem capacidade para superar os desafios e liderar o próprio destino. Ele lembrou que a fase de emergência ainda não acabou e citou os 1 milhão de haitianos que não tem onde morar.

Amorim ressaltou que a ajuda ao Haiti deve superar qualquer briga ideológica, política ou religiosa e que esse é um teste para a comunidade internacional mostrar disposição e capacidade de união por uma causa justa e incontestável.

O ministro prometeu mais US$172 milhões, cerca de R$300 milhões, do Brasil para o país caribenho. Ele lembrou que o governo brasileiro já injetou recursos iniciais para a assistência humanitária a curto prazo no Haiti.

 

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