Seminário da OIM combate fraude documental em Angola

26 março 2010

Chefe do órgão em Angola, Katharina Schnoring, disse que a cooperação entre entidades nacionais e internacionais é crucial para proteger os direitos dos migrantes que sofrem abusos e exploração nas mãos de redes criminosas.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, realizou um seminário em Luanda para capacitar os guardas fronteiriços e funcionários da imigração a combaterem a fraude documental.

O evento de três dias terminou na quinta-feira e foi organizado com o apoio do ministério angolano do Interior.

Migrantes

Uma nota da OIM afirma que a formação envolveu 42 agentes da ordem e visou equipá-los com técnicas para identificarem a fraude e melhorarem a segurança e qualidade dos documentos de viagem.

A chefe do órgão em Angola, Katharina Schnoring, disse que a cooperação entre entidades nacionais e internacionais é crucial para proteger os direitos dos migrantes que sofrem abusos e exploração nas mãos de redes criminosas.

A coordenadora de projectos da OIM para o Tráfico de Seres Humanos, em Angola, Elsa Duarte, disse à Rádio ONU, de Luanda, que a fraude documental está na origem de muitos crimes.

"A fraude documental está na base de muitos crimes que são perpetrados, tanto nas fronteiras como dentro do próprio país. Seja tráfico de drogas, seja tráfico de seres humanos, ou associação criminosa. Qualquer tipo de crime poderá ter como base a fraude documental" afirmou.

Tratados

Vários tratados e declarações do Conselho de Segurança dão especial ênfase à questão de fraude de passaportes, e o papel que desempenha na facilitação de vários crimes domésticos e transnacionais.

 

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