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Desmatamento diminui no mundo na última década BR

Desmatamento diminui no mundo na última década

Segundo relatório da FAO, cerca de 13 milhões de hectares de florestas foram perdidos, por ano, entre 2000 e 2010; nos anos 90, a velocidade anual era de 16 milhões de hectares; Brasil e Indonésia, que tinham maiores perdas, reduziram significativamente taxa de desmatamento.

[caption id="attachment_177984" align="alignleft" width="175" caption="Foto: FAO"]

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O desmatamento mundial tem diminuído nos últimos 10 anos, principalmente a conversão de florestas tropicais em terras para agricultura, mas os resultados ainda são alarmantes em muitos países.

A conclusão está no relatório anual ‘Avaliação dos Recursos Florestais Mundiais 2010', apresentado nesta quinta-feira pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO.

Hectares

Cerca de 13 milhões de hectares de florestas foram convertidos ou perdidos devido à causas naturais em todo o planeta, por ano, entre 2000 e 2010. Na década de 90, a velocidade anual era de 16 milhões de hectares.

O estudo avaliou 233 países e áreas. A América do Sul e a África lideraram as perdas por região no período.

Mas Brasil e Indonésia, que tinham as maiores perdas nos anos 90, reduziram significativamente as taxas de desmatamento, como explicou à Rádio ONU, de Santiago, o oficial principal de florestas do escritório regional da FAO, Carlos Marx Carneiro.

"O Brasil reduziu em quase 400 mil hectares por ano o desmatamento nesse período de 10 anos. É uma tendência muito positiva e deve melhorar porque o país fomentou muitas políticas para que isso acontecesse. O Brasil está reflorestando muito, com média de 500 a 600 mil hectares por ano.

Árvores

O relatório ressalta que o resultado positivo na última década mostra que houve melhoria na legislação, políticas para florestas, uso dessas áreas por comunidades locais e povos indígenas e maior conservação da diversidade biológica. Programas para plantio de árvores em países como China, Índia, Estados Unidos e Vietnã também contribuíram.

A taxa menor de desmatamento e o aparecimento de novas florestas tem ajudado ainda a reduzir o nível elevado de emissões de carbono. Mas a FAO alerta que as perdas ainda são altas em muitos países e as áreas de florestas primárias, que nunca tiveram atividade humana, continuam diminuindo.