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Protecção do tigre e rinoceronte no topo da agenda ambiental

Protecção do tigre e rinoceronte no topo da agenda ambiental

Reunião da Cites, em Doha, quer adoptar uma estratégia contra a caça ilegal desses dois animais; número de tigres no continente asiático caíu de quase 100 mil nos anos 90 para cerca de 3,2 mil.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A conferência da Convenção sobre Mercado Internacional de Espécies em Risco da Fauna e da Flora, Cites, vai discutir esta semana o estado precário dos tigres selvagens e a caça e comércio ilegal desse animal.

O encontro, a decorrer em Doha, capital do Catar, reúne cerca de 1,5 mil delegados de mais de 170 países, ONGs, sector privado e grupos indígenas.

Estratégia

O Secretariado da Cites, em colaboração com a Interpol, apelou a todos os países para submeterem informação sobre crimes contra tigres, para poder adoptar uma estratégia contra a caça ilegal.

No início dos anos 90, mais de 100 mil tigres viviam em todo o continente asiático. Estimativas actuais indicam que hoje em dia o número desses animais diminuiu para cerca de 3,2 mil.

Os tigres são normalmente caçados pela sua pele, que é usada para fins decorativos. Outras partes do seu corpo são utilizadas para fazer medicamentos tradicionais.

A reunião de Doha está também a debater a escalada na caça ao rinoceronte e o combate a redes criminosas envolvidas no crescente comércio ilegal dos seus chifres em várias regiões de África e Ásia.

O número de rinocerontes no mundo cresceu de forma encorajadora na década de 90, mas rumores nos últimos anos de que o seu chifre poderia travar o alastramento de células cancerosas voltou a aumentar o seu comércio ilegal.

Ecosistemas

A Assembleia-Geral da ONU declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade e o director-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, Achim Steiner, disse que este ano é crucial para a tomada de medidas para proteger as espécies.

A reunião da Cites, que termina a 26 de Março, vai discutir cerca de 42 propostas que reflectem a preocupação internacional sobre o aceleramento da destruição de ecosistemas florestais e marinhos.