ONU pede à Nigéria para travar alastramento de ódio étnico

12 março 2010

Comité das Nações Unidas indicou estar alarmado com notícias de ataques e mortes de um grande número de pessoas, incluindo crianças, mulheres e idosos, perto da cidade de Jos, em Janeiro e este mês; apelou ainda ao governo nigeriano para tomar medidas apropriadas e parar imediatamente com a violência religiosa.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Comité da ONU para a Eliminação da Discriminação Racial pediu às autoridades da Nigéria para resolverem as causas profundas dos repetidos surtos de violência étnica e religiosa perto da cidade de Jos, no norte do país.

Mais de 13,5 mil pessoas foram mortas nos últimos 10 anos em actos de violência causados por tensões entre grupos rivais na nação mais populosa de África.

Medidas Apropriadas

Num comunicado divulgado esta sexta-feira, em Genebra, o presidente do orgão, Anwar Kemal, disse que é importante não permitir o alastramento do ódio étnico. Ele apelou ao governo nigeriano para tomar medidas apropriadas e parar imediatamente com a violência religiosa.

Anwar salientou que é urgente proteger as vítimas e evitar a repetição de tais crimes no futuro.

O comité, que acaba de concluir a sua 76ª sessão em Genebra, indicou estar alarmado com notícias de recentes ataques e mortes de um grande número de pessoas, incluindo crianças, mulheres e idosos, perto de Jos, em Janeiro e este mês.

Numa decisão aprovada esta semana, o órgão pediu à Nigéria para investigar os massacres e levar os seus perpetradores à justiça.

Violência Étnica

O comité alertou ainda para o facto do governo nigeriano ter ratificado a Convenção Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminaação Racial.

O acordo obriga o país a evitar e proteger pessoas contra actos de ódio e incitamento a violência étnica e religiosa.

 

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