Ban pede integração no combate às drogas e terrorismo

24 fevereiro 2010

Ban Ki-moon afirmou ao Conselho de Segurança que ainda há muito para ser feito contra outras ameaças emergentes como lavagem de dinheiro e crime ambiental; diretor-executivo do Unodc disse que uma linha de cocaína consumida na Europa mata um metro quadrado de floresta tropical andina.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta quarta-feira para os Estados membros das Nações Unidas confrontarem o flagelo do crime organizado com a mesma unidade e determinação que o combate às pandemias e ao terrorismo.

Ban disse no Conselho de Segurança que a resposta mundial precisa ser integrada. Ele citou esforços já realizados na luta contra as drogas, o tráfico humano e o contrabando de recursos naturais para armar e financiar conflitos.

Integração

Ban Ki-moon afirmou que ainda há muito para ser feito contra ameaças emergentes como lavagem de dinheiro, crime ambiental e despejo de resíduos perigosos.

Ele advertiu que justiça e direitos humanos precisam ser respeitados, nunca com forças policiais se igualando aos criminosos. Segundo o Secretário-Geral, não se pode combater fogo com fogo, já que os bandidos usam métodos impiedosos que não podem ser contemplados.

Ban também pediu integração em todos os níveis, nacional, regional e internacional. Ele fez um apelo para os países apoiarem iniciativas locais já que as ameaças não tem fronteiras. Segundo Ban, os Estados tem que trabalhar juntos porque são todos afetados, seja por fornecimento, tráfico ou demanda.

Drogas

O diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, Unodc, Antonio Maria Costa, citou os lucros do comércio de drogas no mundo.

Segundo Costa, o orçamento do Unodc corresponde a 1% do total da ONU, montante menor do que os ganhos do tráfico global, de US$320 bilhões por ano, mais de R$580 bilhões.

Antonio Maria Costa afirmou que uma linha de cocaína consumida na Europa mata um metro quadrado de floresta tropical andina e compra 100 cartuchos de munição para metralhadora na África Ocidental.

 

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