Unido lança projecto inovador de energia em Moçambique

19 fevereiro 2010

Iniciativa foi financiada pela Espanha e conta com apoio de várias outras agências da ONU; projecto visa fornecer resposta coordenada à falta de energia eléctrica em áreas rurais.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, Unido, está a levar a cabo um projecto-piloto de uso de excrementos de animais para a produção de energia eléctrica no distrito de Chicualacuala, sul de Moçambique.

A iniciativa conta com a participação de várias agências da ONU, incluindo o Pnud, a UN-Habitat, Unep e FAO, e visa dar uma resposta coordenada à falta de energia eléctrica naquela região habitada por 40 mil pessoas, até 2011.

Leia o boletim do Manuel Matola, em Maputo.

`Há dois anos, o governo espanhol concedeu às agências da ONU que operam em Moçambique uma ajuda de US$ 7 milhões para executarem o projecto, no âmbito do Fundo para Alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Potencial

A escolha da zona de Chicualacuala para acolher a iniciativa prende-se com o seu potencial agropecuário e com o facto de ser uma das mais pobres do país.

O representante da UNIDO em Moçambique, Jaime Comiche, disse à Rádio ONU, em Maputo, que o projecto irá adoptar a tecnologia da Índia e do Gana de uso de resíduos de animais para a produção de energia.

Esforços

"Estamos a juntar os nossos esforços e vantagens comparativas, nossas capacidades para trabalhar para um fim comum, onde, ao mesmo tempo, estamos a responder a um desafio da agricultura, sustentabilidade ambiental, produção de energia no lugar isolado onde a rede não chega, de ordenamento de território, ou produção de habitação", afirmou.

Desde o arranque do projecto, as Nações Unidas estão a formar, gradualmente, a população local na utilização do equipamento, de modo a dominar as técnicas de transformação de dejectos de gado bovino e caprino em electricidade`.

A taxa global de acesso a energia em Moçambique, país com uma população estimada em 20 milhões, é de cerca de 15%.

 

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