Militar ruandês condenado a 15 anos de prisão por genocídio

12 fevereiro 2010

Veredicto segue-se a um novo julgamento de Tharcisse Muvunyi que já fora condenado a 25 anos de cadeia em 2006 por vários crimes de genocídio; mas a sentença original acabaria por ser anulada pela camâra de apelo do tribunal de Arusha, apoiado pela ONU.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Tribunal Penal Internacional para o Ruanda condenou um antigo oficial do exército ruandês a 15 anos de prisão por crimes de incitamento directo e público à prática de genocídio.

Sediado em Arusha, na Tanzânia, o tribunal foi criado pelas Nações Unidas para julgar as atrocidades cometidas durante o massacre de tutsis e hutus moderados no Ruanda, em 1994.

Incitamento

O veredicto da corte, anunciado na quinta-feira, segue-se a um novo julgamento de Tharcisse Muvunyi que já fora condenado a 25 anos de cadeia em 2006 após ter sido considerado culpado de vários crimes de genocídio.

Mas a câmara de apelo do tribunal anulou a sentença em 2008 e ordenou um novo julgamento com uma única acusação, a de incitamento directo e público à prática de genocídio.

A alegação prende-se com um discurso proferido por Muvunyi no distrito de Butare em 1994, no qual apelou para o massacre de tutsis, que chamou de serpentes.

Arusha

Tharcisse Muvunyi, de 57 anos, é um antigo tenente coronel do exército ruandês. Ele foi preso na Grã-Bretanha no ano 2000 e transferido para um centro de detenção em Arusha no mesmo ano.

O Tribunal Penal Internacional para o Ruanda foi criado pelo Conselho de Segurança em 1994 em resposta ao genocídio, durante o qual cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados foram mortos num período de 100 dias.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud