Unctad defende energia limpa para ultrapassar crise global

8 fevereiro 2010

Novo estudo do órgão indica que a urgência da recessão oferece aos governos dos países mais pobres a oportunidade de redirecionarem os seus recursos para um crescimento económico mais eficaz, mais verde e socialmento mais justo.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O impacto da crise financeira global, assim como preocupações sobre mudanças climáticas e preços dos alimentos, oferece uma excelente oportunidade aos países em desenvolvimento para implementarem políticas de crescimento limpo.

A afirmação consta de um novo relatório divulgado esta segunda-feira, em Genebra, na Suiça, pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Estratégia e Incentivos

O documento indica que tais políticas são possíveis com a tecnologia actual, desde que sejam apoiadas por uma estratégia certa e por incentivos apropriados.

A "Revisão do Comércio e Meio Ambiente 2009-2010" da agência das Nações Unidas realça que contrariamente à sabedoria convencional de que crises económicas são a altura ideal para cortes orçamentais, o oposto é verdadeiro na actual recessão.

A Unctad indica que a urgência da crise oferece aos governos dos países mais pobres a oportunidade de redirecionarem os seus recursos para um crescimento económico mais eficaz, mais verde e socialmento mais justo.

O documento salienta que essas nações podem alcançar enormes progressos se investirem mais na eficiência energética, melhorarem os métodos de agricultura sustentável e estimularem o uso de energia rural.

Barreiras Comerciais

O estudo afirma, ainda, que a adopção de programas que promovem o crescimento limpo cria mais postos de trabalho.

O órgão da ONU alerta, contudo, que isto só irá acontecer se os governos eliminarem barreiras comerciais e políticas que impedem o fluxo de capitais para esses sectores promissores.

 

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