Unesco quer proteção para arte haitiana (Português Brasil)

29 janeiro 2010

Irina Bokova requisitou a análise de uma recomendação para que o Conselho de Segurança adote resolução temporária banindo o comércio e a transferência de propriedade cultural do Haiti com ajuda da Interpol e outros órgãos.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, emitiu alerta para a proteção de artefatos haitianos que podem ser saqueados dos escombros de vários marcos do país caribenho, como o Palácio Presidencial.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que o patrimônio é uma fonte inestimável de identidade e orgulho para a população do país e será essencial para o sucesso da reconstrução nacional.

Segurança

Ela pediu ao Secretário-Geral Ban Ki-moon para mobilizar as Nações Unidas e a missão de paz no Haiti, Minustah, para que façam o possível para garantir a segurança de locais que abrigam esses artefatos, como coleções de arte na catedral de Porto Príncipe, museus e galerias.

Bokova também requisitou a análise de uma recomendação para que o Conselho de Segurança adote resolução temporária banindo o comércio e a transferência de propriedade cultural do Haiti com ajuda da Organização Internacional de Polícia Criminal, Interpol, e outros órgãos.

A diretora-geral da Unesco disse que profissionais do setor no mundo devem apoiar a medida e que é muito importante a verificação da origem do artefato que será importado, exportado ou colocado à venda, principalmente na internet.

Edifícios

Segundo a agência da ONU, o Parque Histórico Nacional, ao norte do país, que é considerado Patrimônio Mundial, não foi afetado pelo terremoto, mas edifícios da cidade de Jacmel, fundada no final do século 17, foram destruídos. Eles faziam parte da tentativa de inscrição da Unesco na lista de patrimônios históricos.

 

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