Situação na Somália é extremamente grave, diz relator da ONU

28 janeiro 2010

No final da sua quarta missão ao país, Shamsul Bari citou relatos de graves violações dos direitos de mulheres e crianças, incluindo o recrutamento forçado de menores por várias partes do conflito.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O relator independente da ONU para a situação de Direitos Humanos na Somália, Shamsul Bari, disse que a situação humanitária, de segurança e de direitos humanos naquela nação do Corno de África, incluindo as regiões da Somalilândia e Puntland, é extremamente grave.

Num comuncado emitido esta quinta-feira em Genebra, na Suiça, ele alertou também para a deterioração da situação no centro e sul do país, onde as populações civis continuam a ser as principais vítimas dos confrontos entre tropas do governo federal e grupos islâmicos.

Recrutamento de Menores

No final da sua quarta missão à Somália, Bari citou relatos de graves violações dos direitos de mulheres e crianças, incluindo o recrutamento forçado de menores por várias partes do conflito.

Ele afirmou que castigos corporais em nome da lei islâmica Sharia por tais grupos, tais como a amputações após detenções arbitrárias e julgamentos sumários, continuam a ocorrer.

O relator da ONU sublinhou que as forças islâmicas que tentam derrubar o governo federal provisório realizaram execuções extrajudiciais, plantaram minas e outros engenhos explosivos em áreas populacionais e usarem civis inocentes como escudos humanos.

Shamsul Bari acrescentou que combatentes dos dois lados são referidos como tendo disparado morteiros de forma indiscriminada contra áreas civis.

 

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