Reconstrução do Haiti deve privilegiar os direitos humanos

27 janeiro 2010

Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, disse em comunicado que uma vigilância apertada deve ser exercida para proteger os mais vulneráveis; ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou que é preciso assegurar a auto-estima e dignidade dos haitianos.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU realizou uma sessão especial nesta quarta-feira em Genebra, na Suíça, em apoio ao Haiti, atingido por um terramoto há pouco mais de duas semanas.

A reunião foi convocada a pedido do Brasil e contou com a presença de mais de 30 países membros do Conselho, incluindo Estados Unidos e China.

Soberania

Em discurso durante o encontro, o Ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, afirmou que a reconstrução e a preservação da soberania do Haiti constituem um grande desafio para a comunidade internacional.

Falando em inglês, o Ministro realçou que, na visão do Brasil, a assistência humanitária, a segurança e o desenvolvimento social e económico da ilha caribenha não podem ser vistos separadamente.

Ele disse que é preciso assegurar alimentação, água e cuidados de saúde, mas também a auto-estima e dignidade dos haitianos.

Amorim lembrou que esteve em Montreal na última segunda-feira para a reunião ‘Amigos do Haiti'. O encontro reuniu representantes da ONU e de diversos países que chegaram a um consenso para um compromisso a longo prazo, de 10 anos, para o país.

Consenso

O ministro brasileiro disse ainda que houve consenso no Canadá sobre a realização de uma nova conferência na sede da ONU em Nova Iorque em Março para acompanhar os trabalhos.

Em comunicado emitido para a sessão especial, a Alta Comissária das Nações Unidas para Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que uma vigilância apertada deve ser exercida para proteger os mais vulneráveis, como os idosos, pessoas com deficiências, pobres, mulheres e crianças.

*Apresentação: Carlos Araújo, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

 

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