212 milhões de desempregados no mundo em 2009, diz OIT (Português Brasil)

26 janeiro 2010

Relatório da Organização Internacional do Trabalho mostra que só o desemprego na América Latina e no Caribe aumentou de 7% em 2008 para 8,2% em 2009, o que representa 4 milhões de pessoas a mais sem trabalho no ano passado na região.

[caption id="attachment_175412" align="alignleft" width="175" caption="Busca por vagas aumenta"]

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O número de desempregados em todo o mundo chegou a 212 milhões de pessoas em 2009, 34 milhões a mais do que o registrado em 2007, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pela Organização Internacional do Trabalho, OIT.

O estudo ‘Tendências Mundiais de Emprego' revela que a taxa de desemprego global deve permanecer em patamar alto ao longo de 2010.

Jovens

Segundo a OIT, só nos países desenvolvidos e na União Européia cerca de 3 milhões de pessoas devem perder o trabalho este ano. Em outras regiões, a expectativa é de estabilidade ou até leve melhora nos índices.

A taxa entre os jovens subiu 1,6% em 2009 em relação a 2007, com total de 13,4% de desempregados no ano passado. Trata-se do maior aumento desde 1991, quando começaram as estatísticas globais.

O texto mostra que o desemprego na América Latina e no Caribe aumentou de 7% em 2008 para 8,2% em 2009, o que representa 4 milhões de pessoas a mais sem trabalho no ano passado na região.

Impacto

O estudo ressalta que o crescimento econômico do Brasil sofreu impacto imediato diante da crise com forte reflexo sobre os níveis de emprego, com retomada somente a partir de setembro de 2009.

Entre janeiro e outubro, 1,2 milhão de empregos formais foram criados no país, 3,6% a mais do que em 2008, como explicou à Rádio ONU, de Brasília, o especialista da OIT em indicadores do trabalho, José Ribeiro.

"Com as condições favoráveis do Brasil com controle fiscal, reserva de recursos e várias ações de política fiscal ativa de expansão de investimentos, do programa de aceleração do crescimento, programas habitacionais, como Minha Casa, Minha Vida, a manutenção e expansão dos programas sociais e da política de valorização do salário mínimo. Tudo isso contribuiu para que a economia brasileira saísse da crise e reduzisse seu grau de vulnerabilidade", afirmou.

O diretor-geral da OIT, Juan Somavia, disse que a mesma decisão política que salvou os bancos pode ser alcançada para criar postos de trabalho em todo o mundo através de forte convergência entre o setor público e o privado.

 

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