Brasil pede sessão especial no Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre o Haiti
BR

26 janeiro 2010

Mais de 30 países membros do Conselho de Direitos Humanos apoiam o pedido brasileiro, incluindo China e Estados Unidos; documento deve ser apresentado após o encontro.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas vai realizar sessão especial em apoio ao processo de recuperação do Haiti após o terremoto que atingiu o país há duas semanas.

A sessão vai acontecer nesta quarta-feira em Genebra a pedido do Brasil. O Ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, já está na Suíça para o encontro.

Preocupação

Amorim esteve no Haiti no último fim de semana e passou a segunda-feira em Montreal, no Canadá, para o evento ‘Amigos do Haiti', que reuniu representantes da ONU e de dezenas de países para discutir a situação e o futuro da ilha caribenha.

A embaixadora da Missão Permanente do Brasil junto aos organismos das Nações Unidas em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevedo, disse à Rádio ONU, da cidade suíça, que o objetivo da sessão especial é avaliar também as condições relacionadas aos direitos humanos dos haitianos.

"A situação de direitos humanos no Haiti já era uma matéria de preocupação para a comunidade internacional antes do terremoto. Com o terremoto, essa situação se agravou. E há várias questões de direitos humanos que o Conselho poderia ajudar a encontrar soluções, por exemplo as crianças sem cuidados de parentes", afirmou.

Instrumento

Farani Azevedo citou ainda a questão dos deslocados internos, do direito à alimentação e à moradia. Ela disse que a sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU é um instrumento para lidar com situações de emergência sobre o tema.

"Nós não estamos falando apenas de reconstrução física, estamos falando também da reconstrução das instituições haitianas, porque se não tivermos uma perspectiva de direitos humanos nesse movimento agora nós vamos ter problemas de direitos humanos depois", disse.

A embaixadora afirmou que mais de 30 países membros do Conselho de Direitos Humanos apoiaram o pedido brasileiro para a sessão especial, incluindo China e Estados Unidos, e que um documento deve ser apresentado após o encontro.

 

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