Acnur revela novos deslocamentos no leste da RD Congo (Português África)

26 janeiro 2010

Porta-voz da agência das Nações Unidas diz acreditar que apenas uma pequena parte dos novos deslocados foram registados e que a grande maioria deve ter procurado refúgio com outras famílias ou então esconderam-se nas florestas com medo de retaliações.

[caption id="attachment_172639" align="alignleft" width="175" caption="Famílias em fuga"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A continuação de operações militares e actos de banditismo por parte de grupos armados na conturbada província do Kivu Norte, a leste da República Democrática do Congo, forçou milhares de civis a abandonarem as suas casas nos últimos dois meses.

O porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, Andrej Mahecic, disse esta terça-feira a jornalistas, em Genebra, que desde Dezembro a agência das Nações Unidas registou mais de 15 mil novos deslocados.

Protecção e Assistência

Famílias em fuga disseram ao órgão que a situação é insegura e difícil nas suas aldeias na região ocidental da província onde operações militares e de pilhagem realizadas por grupos armados obrigaram civis a procurarem refúgio em outras áreas.

Mahecic disse que o Acnur registou os novos deslocados em acampamentos situados perto de Kitchanga, uma região localizada a cerca de 150 kms de Goma, a capital de Kivu Norte. A nova onda de deslocamentos aumentou para cerca de 116 mil a população nos campos.

A agência da ONU está actualmente a gerir 47 acampamentos para deslocados na área, fornecendo protecção e assistência.

Violações Sexuais

O porta-voz do Acnur diz acreditar que apenas uma pequena proporção dos novos deslocados foram registados e que a grande maioria deve ter procurado refúgio com outras famílias ou então esconderam-se nas florestas com receio de retaliações.

As Nações Unidas estimam em mais de 2 milhões o total de pessoas deslocadas no leste da República Democrática do Congo, onde intimidação, abusos de direitos humanos e violações sexuais são regularmente relatadas pela população local.

 

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