Ban: Secretário-Geral Assistente vai ao Haiti
BR

13 janeiro 2010

Secretário-Geral da ONU diz que Edmond Mulet deve chegar nesta quinta-feira ao país para assumir o comando das operações de resgate; ele afirmou que a Minustah conta com 3 mil tropas militares e policiais para ajudar nos esforços humanitários e na manutenção da ordem.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon anunciou que o Secretário-Geral Assistente para Operações de Manutenção de Paz Edmond Mulet chega nesta quinta-feira ao Haiti para assumir o comando das operações de resgate após o terremoto que atingiu o país.

Em pronunciamento em sessão extraordinária informal na Assembleia Geral, Ban afirmou que ainda não é possível confirmar o número de mortes mas que pelo menos 100 funcionários estavam no prédio da Missão da ONU no país, Minustah, no momento do abalo.

Destruição

Edmond Mulet é ex-chefe da Minustah. Ele foi substituído em setembro de 2007 pelo tunisiano Hédi Annabi que, segundo Ban Ki-moon, continua desaparecido junto com outros membros da equipe, incluindo o Vice-Representante Especial do Secretário-Geral da ONU no país, o brasileiro Luiz Carlos da Costa.

Ban afirmou que muitas rotas de transporte foram interrompidas pela abertura de crateras, pedras, árvores e edifícios que desabaram.

O Secretário-Geral disse que o porto foi danificado e a torre de controle do aeroporto de Porto Príncipe, destruída, mas que os vôos continuam operando.

Ban Ki-moon afirmou que a Minustah conta com 3 mil tropas militares e policiais para ajudar nos esforços humanitários e na manutenção da ordem.

Ele disse que os escritórios da Missão no Haiti foram deslocados para área próxima ao aeroporto.

Esforços

O Secretário-Geral também afirmou que conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que assegurou que os americanos farão todos os esforços necessários para ajudar nos resgates.

O enviado especial da ONU ao Haiti e ex-presidente americano, Bill Clinton, também participou da sessão na Assembleia Geral em Nova York. Ele pediu o apoio dos países membros.

Clinton disse que o que os haitianos precisam agora é de alimentos, água, suprimentos de primeiros socorros e abrigo. O enviado especial também fez um apelo para doações individuais.

 

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