ONU: Itália deve fortalecer actividades anti-racistas

12 janeiro 2010

Relatores das Nações Unidas em direitos humanos dizem que a violência despoletada em Rosarno é extremamente preocupante porque revela sérios e enraizados problemas de racismo contra migrantes; autoridades italianas começaram já a deportar alguns deles.

Ana Ventura Miranda, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O relator especial da ONU sobre os direitos humanos de migrantes, Jorge

Bustamante, e o relator especial das Nações Unidas sobre formas contemporâneas de racismo, Githu Muigai, emitiram esta terça-feira um comunicado sobre os últimos acontecimentos em Itália.

Segundo o comunicado, mais de mil migrantes foram levados para centros em Bari e Crotone e pelo menos 53 pessoas ficaram feridas durante dois dias de confrontos. As autoridades começaram já a deportar alguns destes imigrantes.

Racismo

No documento, os dois relatores incitaram as autoridades italianas a tomarem medidas necessárias para travar as crescentes atitudes xenófobas contra trabalhadores migrantes.

Em declaração conjunta eles afirmaram que a violência despoletada em Rosarno é extremamente preocupante porque revela sérios e enraizados problemas de racismo contra esses trabalhadores migrantes.

Bustamante e Muigai disseram que as autoridades italianas devem mostrar o seu contínuo e firme empenhamento em criar um ambiente pacífico e seguro para todos.

Urgência

Segundo eles, para isso é necessário encontrar formas de melhorar as condições de vida e de trabalho desses trabalhadores, que muitas vezes são traficados para o país com o intuito de serem explorados.

No comunicado, Bustamante e Muigai enfatizaram que é urgente as autoridades do país fortalecerem as suas actividades anti-racistas e que forneçam educação sobre direitos humanos.

Eles acrescentaram ainda que a violência nunca deve ser um meio de resposta, sejam quais forem as circunstâncias.

 

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