Frio intenso piora situação dos deslocados do Iêmen, diz Cruz Vermelha
BR

8 janeiro 2010

Porta-voz do órgão, Dorothea Krimitsas, diz que acesso à assistência humanitária continua extremamente difícil em cidades como Saada e Amran; população vem abandonando áreas de conflito ao norte do país nas últimas duas semanas.

[caption id="attachment_169616" align="alignleft" width="175" caption="Deslocados no Yemen"]

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

A Cruz Vermelha Internacional anunciou nesta sexta-feira que continua preocupada com o agravamento da situação dos deslocados do Iêmen afetados pelo conflito ao norte do país.

Segundo o órgão, o frio severo está piorando as condições da população que foge dos confrontos, especialmente crianças, que seriam as mais afetadas e com risco maior de doenças.

Essencial

Em coletiva de imprensa em Genebra, a porta-voz da Cruz Vermelha, Dorothea Krimitsas, afirmou que o risco de infecções respiratórias é maior em locais como Mandaba, ao extremo norte do Iêmen, perto da fronteira com a Arábia Saudita.

Krimitsas disse que é muito difícil estimar o número de deslocados sem ajuda humanitária essencial. Ela ressaltou que a necessidade de abrigo e acesso à comida, água e cuidados de saúde para essas pessoas é tão importante quanto a segurança.

A porta-voz afirmou que, segundo informações recebidas pela Cruz Vermelha, a população ao norte do país vem abandonando áreas de conflito nas últimas duas semanas.

Difícil

Ela disse que o acesso à ajuda humanitária continua extremamente difícil em cidades como Saada e Amran, e os trabalhos acontecem em coperação com o Crescente Vermelho e outras organizações.

Krimitsas divulgou que a Cruz Vermelha já forneceu água, comida e outros ítens essenciais a 73 mil deslocados, e que o órgão opera cinco campos na região.

 

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