Planeamento familiar melhora na Guiné-Bissau

31 dezembro 2009

Unfpa afirma que 10% das guineenses usam contraceptivos no país, que apesar de ser um valor baixo, é uma melhoria; uma em cada 13 mulheres morre durante a gravidez ou no parto.

[caption id="attachment_170578" align="alignleft" width="175" caption="Cuidados de saúde"]

Ana Ventura Miranda, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Funcionários das Nações Unidas e profissionais de saúde da Guiné-Bissau afirmam que o uso de contraceptivos está a aumentar tanto nas zonas urbanas como rurais do país.

Segundo o Fundo da ONU para a População, Unfpa, na base desta mudança está a melhoria dos cuidados de saúde reprodutivos e infantis e o facto das mensagens de planeamento familiar começarem a enraizar-se.

Planeamento Familiar

Os serviços de planeamento familiar estão já implantados em 114 dos 98 centros de saúde locais.

A conselheira do Unfpa para o Ministério da Saúde, Antonieta Martins, diz que 10% das mulheres guineenses usam contraceptivos, que apesar de ser um valor baixo, é uma melhoria.

A agência da ONU ajuda a financiar o abastecimento de contraceptivos gratuitos em todo o território, treina profissionais de saúde em planeamento familiar e emite recomendações para o governo do país.

Prevenção

A Guiné-Bissau tem um dos maiores índices de mortalidade materna do mundo, em que uma em cada 13 mulheres morre durante a gravidez ou no parto.

O Fundo para a População estima que o acesso a métodos de contracepção actuais poderá prevenir em 40% a taxa de mortalidade materna.

O director de saúde e serviços reprodutivos do Ministério da Saúde, Alfredo Claudino Alves, diz que os orçamentos governamentais são reduzidos e em alguns casos estão 100% dependentes do financiamento de doadores.

 

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