Aiea vai ajudar África a combater a mosca tsé tsé

23 dezembro 2009

Insecto é responsável pela transmissão da tripanossomíase, ou doença de sono, que mata milhares de africanos todos os anos e causa enormes prejuízos económicos.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Comissão da União Africana e a Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea, assinaram um memorando de entendimento que define as modalidades de uma cooperação para erradicar a tripanossomíase, ou doença de sono, espalhada pela mosca tsé tsé.

A doença é endémica em 35 países do continente onde mata milhares de pessoas e cabeças de gado, diminui a produtividade e causa pesadas perdas económicas.

Insecto Estéril

Uma campanha pan-africana para combater a doença já foi implementada com êxito em várias nações. Uma nota da agência da ONU indica que a Namíbia e o Botswana erradicaram completamente a mosca tsé tsé.

O etimologista do Departamento de Controle de Pragas da Aiea, Rui Cardoso Pereira, disse à Rádio ONU de Viena, na Áustria, que a agência vai usar a técnica do insecto estéril

"É o controle de natalidade das pragas. Os insectos são produzidos em laborário, precisamente a mesma espécie que existe no campo. Esses insectos são esterilizados e são largados. O sémen dos machos esterilizados não é viável e daí não advem descendência. É uma forma de controle de pragas sem recurso a insecticídas" disse.

Rui Cardoso Pereira disse também que é prematuro falar da erradicação da doença do sono em todo o continente africano.

Campanha

"Penso que se deve ir de fase a fase. É preciso começar por algum lado e há um exemplo concreto de erraadicação da mosca tsé tsé com a técnica do insecto estéril na ilha de Zamzibar. No continente, dadas as extensões territoriais envolvidas, a situação é mais difícil" afirmou.

A União Africana está actualmente envolvida numa campanha de angariação de apoios para consolidar e reforçar as actividades da iniciativa contra a mosca tsé tsé.

Carlos Araújo, Rádio ONU, Nova Iorque.

 

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