Acordo de Copenhaga é uma primeira etapa essencial, diz Ban

19 dezembro 2009

Ban Ki-moon afirmou contudo que ainda há muito por fazer para transformar o documento num tratado vinculativo; os paises que participaram na reunião de Copenhaga concordaram “tomar nota” do acordo alcancado por dirigentes de cinco nações, Estados Unidos, China, Brasil, Índia e África do Sul.

[caption id="attachment_171980" align="alignleft" width="175" caption="Ban Ki-moon"]

Carlos Araujo, da Radio ONU, em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou o acordo sobre mudança climática alcançado pelos líderes mundiais na conferência das Nações Unidas em Copenhaga.

Falando este sábado a jornalistas na capital dinamarquesa, Ban descreveu o acordo como uma primeira etapa essencial. Ele acrescentou contudo que ainda é preciso mais trabalho para transformar o documento num tratado vinculativo.

Paises Vulneráveis

Os países que participaram na reunião de Copenhaga concordaram na noite de sexta-feira "tomar nota" do acordo alcançado por dirigentes de cinco nações, Estados Unidos, China, Brasil, Índia e África do Sul, após duas semanas de negociações na capital dinamarquesa.

Ban Ki-moon disse que o mundo tem a fundação para o primeiro acordo global que irá limitar e reduzir a emissão de gases que causam o efeito estufa, apoiar medidas de adaptação por parte dos países mais vulneráveis e lançar uma nova era de crescimento verde.

O Secretário-Geral destacou que o acordo de Copenhaga pode não ser aquilo que muitos esperavam, mas é um início essencial.

Ele realçou que progressos foram feitos nos quatro critérios de sucesso que ele estabeleceu na cimeira especial de líderes mundiais sobre o tema, em Nova Iorque, no mês de Setembro.

Ban afirmou que todos os países concordaram trabalhar em direção ao objectivo de longo prazo de limitar o aumento da temperatura a menos de 2º C e muitos governos assumiram o compromisso de reduzirem ou limitarem as suas emissões.

Promessas

O Secretario-Geral afirmou que todos esses compromissos foram apoiados com promessas de cerca de US$ 30 mil milhões para medidas de mitigação e adaptação nos países mais vulneráveis.

Ele notou tambem que as nações que estavam na periferia do protocolo de Kyoto estão agora no centro da accão global contra alterações climáticas.

 

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