Ban optimista sobre acordo em Copenhaga

16 dezembro 2009

Mas o chefe da ONU para mudanças climáticas, Yvo de Boer, disse que o ritmo das discussões na conferência do clima, a COP-15, está lento. Líderes de grandes países começaram a chegar ao encontro.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que permanece optimista sobre a possibilidade de um acordo para combater as alterações climáticas no mundo.

A três dias do fim da conferência de Copenhaga, na Dinamarca, Ban manteve reuniões esta quarta-feira com representantes de vários grupos de nações, incluindo o grupo africano, o grupo dos 77 e a Associação dos Pequenos Estados ilhas.

Garantias

O chefe da ONU para mudanças climáticas, Yvo de Boer, disse no entanto que o ritmo das discussões na conferência do clima, a COP-15,  está lento. Líderes de grandes países começaram a chegar ao encontro.

Leia o boletim de Marcelo Torres da Rádio ONU em Copenhaga.

"Yvo de Boer disse que leva tempo para chegar a um acordo com 192 países e afirmou que, apesar do progresso em várias áreas desde a semana passada, o avanço ainda não é o suficiente.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou de madrugada à capital da Dinamarca e se juntou a líderes como o primeiro ministro britânico Gordon Brown para tentar destravar os pontos mais polémicos da conferência.

Em uma entrevista ao jornal inglês Financial Times, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou que há muito tempo os países em desenvolvimento insistem que qualquer acordo precisa conter garantias de ajudas financeiras de pelo menos US$ 100 mil milhões por ano até o ano de 2020, mas que alguns países desenvolvidos, como os Estados Unidos, ainda resistem à ideia.

Ban pediu que os líderes comecem a discutir o assunto o mais rapidamente possível".

Iniciativa

Ban Ki-moon também participou no lançamento de uma iniciativa do Programa Alimentar Mundial, PAM, intitulada "fogões seguros". Esses fogões requerem menos lenha, o que ajuda a preservar árvores e a reduzir emissões.

Também ajudam a proteger mulheres e raparigas que têm de percorrer grandes distâncias para apanhar lenha, expondo-se a ataques, roubos e violações sexuais.

 

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