Acordo beneficia áreas ricas em biodiversidade
BR

14 dezembro 2009

Estudo aponta vantagens do financiamento ao Programa da ONU de Redução de Emissões de Deflorestação e Degradação de Florestas, o UN-Redd; mas existem desafios para regiões do Brasil e da África Oriental se medidas de proteção não forem seguidas.

[caption id="attachment_164455" align="alignleft" width="175" caption="Ecossistema ameaçado"]

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

Benefícios ambientais e econômicos múltiplos devem ser alcançados se houver investimento simultâneo em locais ricos em carbono e biodiversidade. Isto só acontecerá se for firmado um acordo em Copenhague para o financiamento da redução das emissões resultantes de desmatamento.

Essa é a principal conclusão de um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente, Pnuma, elaborado em parceria com diversas organizações, entre elas a universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha, e o instituto Gaea do Rio de Janeiro.

Desafios

Mas o relatório alerta para os desafios em países como o Brasil e partes da África Oriental se medidas de proteção não forem seguidas.

Isso porque o financiamento ao Programa da ONU de Redução de Emissões de Deflorestação e Degradação de Florestas, o UN-Redd, pode também deslocar e intensificar atividades como a agricultura em áreas com menor concentração de carbono, mas igualmente ricas em biodiversidade.

O pesquisador da Universidade de East Anglia, Bernardo Strassburg, principal autor do estudo, disse à Rádio ONU, de Copenhague, que nessas regiões, como o cerrado brasileiro, é preciso implementar programas conjuntos.

"Nessas áreas o Redd pode funcionar como co-financiamento. Então tem um investimento em biodiversidade, de proteção de conservação e o Redd entra como um adicional para proteger essas áreas. Se não houver o co-financiamento o cerrado e outras regiões de menor teor de carbono podem ficar até mais ameaçadas num mundo pós-Redd", afirmou.

Incentivos

O UN-Redd foi lançado em setembro do ano passado pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon, para combater mudanças climáticas através da criação de incentivos para inverter o ritmo de deflorestação no mundo.

Segundo dados da ONU, a destruição de florestas contribui com cerca de 20% dos gases que causam o efeito estufa na atmosfera. Trata-se da 2ª maior fonte desses gases depois do setor energético.

 

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