Ban pede fim de todas as formas de discriminação

10 dezembro 2009

Ban Ki-moon afirmou que a discriminação pode manifestar-se sob a forma de racismo institucionalizado, de conflito étnico e de episódios de intolerância e rejeição; Dia Internacional dos Direitos Humanos é comemorado esta quinta-feira sob o tema “abrace a diversidade, acabe com a discriminação”.

[caption id="attachment_171423" align="alignleft" width="175" caption="Ban Ki-moon"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que nenhum país no mundo está livre de discriminação.

Numa mensagem divulgada por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos, que se comemora esta quinta-feira, Ban afirmou que a discriminação pode manifestar-se sob a forma de racismo institucionalizado, de conflito étnico, de episódios de intolerância e de rejeição ou como uma versão nacional e oficial da história que nega a identidade de outros.

Grupos Vulneráveis

O sistema das Nações Unidas está a comemorar a data, que marca o 61º aniversário da adopção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, com apelos para a necessidade de se eliminarem todas as formas de discriminação.

O tema do dia internacional este ano é "abrace a diversidade, acabe com a discriminação".

Ban Ki-moon destacou que a discriminação visa indivíduos e grupos vulneráveis que são alvos fáceis de ataques: pessoas com deficiência, mulheres e raparigas, pobres, migrantes, minorias e todos os que são considerados diferentes.

O presidente da Assembleia-Geral, Ali Treki, apelou para o respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais para todos sem distinção de raça, sexo, idioma ou religião.

Educação e Saúde

Falando numa sessão especial do órgão sobre o evento, ele disse que milhões de pessoas continuam a lutar todos os dias contra a discriminação para conseguirem acesso à educação, saúde e trabalho decente.

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, notou na sua mensagem que a discriminação permanece implacável no mundo, 61 anos após a adopção da Declaração Universal.

 

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