Enviado da ONU avalia avanços na luta contra a malária

10 dezembro 2009

Durante deslocação a África, Ray Chambers vai visitar dois dos países mais afectados pela doença; 1/3 dos cerca de 1 milhão de óbitos causados pela malária ocorrem na Nigéria e no Quénia.

[caption id="attachment_169093" align="alignleft" width="175" caption="Luta contra malária"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O enviado especial de Ban Ki-moon para a Malária, Ray Chambers, está a visitar esta semana a Nigéria e o Quénia, dois dos países com maior taxa de mortalidade pela doença no mundo.

Um terço dos cerca de 1 milhão de óbitos causados pela malária todos os anos ocorrem nesses dois Estados africanos.

Redes Mosquiteiras

Chambers chegou na quarta-feira à Nigéria, onde foram feitos avanços significativos no controle da doença desde a sua última visita, há um ano.

Um comunicado divulgado pelo seu escritório indica que quase metade da população tem agora acesso a redes mosquiteiras. O país quer estabelecer uma cobertura universal até finais de 2010.

Segundo Chambers, o acesso universal no próximo ano a instrumentos de controle da malária, como redes mosquiteiras, medicamentos e o uso de insecticídas em locais fechados, é crucial para as duas nações africanas atingirem a meta traçada por Ban Ki-moon de acabar com mortes pela doença até 2015.

O enviado da ONU disse que a tarefa é difícil mas o exemplo nigeriano mostra que progressos rápidos são possíveis.

Ofensiva Final

No Quénia, registou-se um declínio no número de óbitos mas é necessário agora uma ofensiva final para garantir o acesso universal a prevenção e tratamento.

Chambers revelou que o país da África Oriental conhece um déficit significativo no seu orçamento para comprar 11 milhões de redes mosquiteiras.

 

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