Corrupção trava desenvolvimento e alimenta pobreza

9 dezembro 2009

No Dia Internacional contra a Corrupção, as Nações Unidas destacam o impacto negativo do flagelo na democracia, estado de direito e na economia; Unodc presta tributo aos “heróis com dignidade”, funcionários que arriscam as suas vidas combatendo o problema.

Daniela Traldi e Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon disse que a corrupção mina o estado de direito e pode comprometer a segurança.

Numa mensagem por ocasião do Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado nesta quarta-feira, ele afirmou que o flagelo é um dos principais obstáculos aos esforços mundiais em prol da realização das Metas de Desenvolvimento do Milénio.

Dinheiro Público

O tema das celebrações este ano é o impacto negativo da corrupção no desenvolvimento.

Ban destacou que quando se rouba dinheiro público para a obtenção de benefícios pessoais, os recursos destinados à construção de escolas, hospitais, estradas e instalações de tratamento de água diminuem.

O Secretário-Geral lembrou que grandes projectos de infraestrutura são suspensos quando a ajuda externa é desviada para contas bancárias privadas.

A administradora do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, Helen Clark, afirmou que a corrupção mina a capacidade dos governos de servir as suas populações. Ela realçou que o problema desvia fundos destinados à redução da pobreza e desencoraja investimentos em economias.

Direitos Humanos

O director-executivo do Escritório da ONU contra Drogas e Crime, Unodc, António Maria Costa, prestou tributo aos que chamou de "heróis com dignidade": funcionários anti-corrupção que não têm medo de interrogar figuras poderosas envolvidas em actividades criminosas, jornalistas que investigam fraudes em nome da verdade e promotores que defendem a justiça, mesmo quando a sua vida está em perigo.

A agência da ONU pretende fortalecer a sua campanha ‘O Seu Não Conta', lançada este ano. Ela destaca como a corrupção mina a democracia, as leis, leva a violações de direitos humanos, distorções de mercados e prejudica a segurança mundial.

*Apresentação: Carlos Araújo, Rádio ONU, Nova Iorque.

 

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