Somália vai enfrentar crise em 2010 com cofres vazios

9 dezembro 2009

ONU disse que país ainda não angariou ou recebeu promessas de fundos para financiar necessidades vitais nas áreas da saúde, alimentação e saneamento; agências humanitárias fizeram um apelo de quase US$ 700 milhões para o próximo ano.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O coordenador humanitário da ONU para a Somália, Mark Bowden, disse que a nação do Corno de África vai continuar a enfrentar uma grave crise humanitária em 2010 com os cofres vazios.

Bowden disse a jornalistas em Nova Iorque, que o país ainda não angariou ou recebeu promessas de fundos para financiar necessidades vitais nas áreas da saúde, alimentação e saneamento.

Crise Regional

Ele indicou numa conferência de imprensa na terça-feira que a situação poderá vir a transformar-se numa importante crise regional e afectar todos os Estados vizinhos.

Segundo as Nações Unidas, alguns doadores estão preocupados sobre a eficácia da ajuda numa nação dividida por conflitos faccionais e sem um governo central funcional desde 1991. Outros receiam que os fornecimentos humanitários venham a cair nas mãos dos insurgentes.

Bowden disse que não há mais tempo a perder, adiantando que as consequências poderão vir a ser desastrosas para a Somália se a actual situação perdurar.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, também respondeu às preocupações da comunidade doadora, afirmando que a ajuda tem tido um impacto no país.

Imunização

O órgão relembrou que a Somália não registou qualquer caso de pólio desde 2007 e que este ano uma campanha de imunização vacinou 1,5 milhão de crianças contra o tétano.

Mark Bowden revelou que as agências humanitárias fizeram um apelo de quase US$ 700 milhões para 2010. Ele notou que o número de pessoas vulneráveis ultrapassou este ano os 3,5 milhões.

 

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