Copenhague: é preciso agir agora para reduzir emissões
BR

7 dezembro 2009

ONU pede ação imediata na abertura da Conferência sobre Mudança Climática; Dinamarca anuncia que mais de 100 chefes de Estado e de governo vão comparecer aos debates; evento comecou nesta segunda-feira e vai até 18 de dezembro.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

A Conferência da ONU sobre Mudança Climática começou nesta segunda-feira em Copenhague, com os países participantes fazendo um apelo urgente para ações de combate às alterações do clima.

O primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, anunciou que mais de 100 chefes de Estado e de governo vão comparecer aos debates, que devem durar duas semanas.

Custos

O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, Rajendra Pachauri, disse durante a abertura que os custos para o aquecimento global ficarão mais altos com o passar do tempo e por isso é preciso agir agora.

O secretário-executivo da Convenção da ONU sobre Mudança Climática, Yvo de Boer, ressaltou três medidas necessárias, como a implementação imediata de ações para redução dos poluentes, compromissos ambiciosos e uma visão a longo prazo de baixas emissões para todos.

Yvo de Boer disse que nunca nos últimos 17 anos de negociações sobre o clima, tantos países diferentes fizeram tantas promessas juntos. Ele afirmou que há um momento político sem precedentes para um novo acordo.

A presidente da Conferência da ONU, Ministra do Meio-ambiente e de Energia da Dinamarca, Connie Hedegaard, afirmou que Copenhague será uma cidade com três ‘Cs': cooperação, compromisso e consenso. Ela lembrou que agora é a hora para capturar o momento e se a oportunidade for perdida não haverá outra melhor.

Emissões Globais

O Painel Intergovernamental alerta que para reduzir os piores efeitos da mudança climática, nações industrializadas devem cortar suas emissões entre 25% e 40% até 2020 e que as emissões globais devem cair pela metade até 2050.

Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente, Pnuma, divulgado na véspera do início da convenção, revela que os países participantes podem estar mais perto de um acordo do que pensam observadores internacionais.

 

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