Crédito de Carbono

4 dezembro 2009

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

A Conferência da ONU sobre Mudança Climática começa na próxima segunda-feira, 7 de dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, e deve reunir líderes mundiais na tentativa de se chegar a um acordo sobre o clima.

O protocolo de Kyoto expira em 2012 e o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, já declarou a necessidade da participação de países desenvolvidos no centro dos debates.

Carta

Para o secretário-executivo da Convenção da ONU sobre Mudança Climática, Yvo de Boer, a presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é fundamental.

Ele pediu recentemente compromissos individuais de países indutrializados para a redução das emissões de carbono até 2020, e disse ser também essencial uma lista de ações planejadas por nações em desenvolvimento.

O presidente da Associação das Nações Unidas-Brasil, Anubra, Mário Garnero, disse à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, que uma dessas propostas será apresentada durante a convenção na Dinamarca.

"Ela se refere às economias e ao crédito que você poderia ter, cada pessoa, em relação àquele carbono que se está gastando e uma espécie de uma ‘pegada' carbônica em que você compensaria esse seu uso de geração de carbono com crédito que você poderá depois compensar futuramente", afirmou.

Sustentabilidade

A Anubra irá entregar uma carta à Yvo de Boer com detalhes sobre o lançamento do projeto, que vem sendo discutido desde 2007, uma parceria do órgão com o Fórum de Desenvolvimento Sustentável, o setor privado e a Organização Internacional para Segurança das Transações Eletrônicas.

"Hoje quando você pega o seu carro, viaja de avião e se locomove e quando você está em casa e come inclusive o seu churrasco ou vai à sua cozinha você está individualmente criando um débito do carbono, você está criando carbono. A ideia é que você compense isso com uma taxa que você pagará depois a uma entidade internacional", disse.

Segundo Mário Garnero, atualmente apenas as empresas estão abordando a questão do crédito de carbono.

A proposta envolve a compra do crédito pela internet por indivíduos, empresas e governos como forma de mitigação das emissões de gases de efeito estufa resultantes de transporte, uso de eletricidade e outros recursos.

Florestas

O secretário-geral da Organização Internacional para Segurança das Transações Eletrônicas, Carlos Moreira, disse à Rádio ONU, de Londres, que a proposta ajudaria, por exemplo, na manutenção de florestas e na criação de novos instrumentos anti-poluição.

"Esse cálculo logo é compensado através de uma doação que a pessoa faz ou que as empresas fazem em projetos que neutralizam esse consumo de CO2, como o reflorestamento da Amazônia, o reflorestamento em países emergentes ou outro tipo de projeto que o consumidor escolher, já que ele é feito pela internet".

Segundo Moreira, as pessoas também podem checar de que forma o processo estaria sendo compensado através, por exemplo, de acompanhamento pela internet de plantação de árvores.

A proposta da Anubra e da Organização Internacional para Segurança das Transações Eletrônicas será detalhada durante a Convenção da ONU sobre Mudança Climática.

 

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