Lista de formas de escravidão é longa, diz Ban
BR

2 dezembro 2009

Em mensagem pelo Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, celebrado nesta quarta-feira, o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon disse que a maioria dos que sofrem são pobres e pertencem a grupos socialmente excluídos, como minorias e migrantes.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

As formas contemporâneas de escradivão permanecem um problema sombrio e não resolvido em todos os continentes, segundo o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon.

Ele pediu maiores esforços no combate a pobreza e desigualdades sociais que levam pessoas vulneráveis à servidão, em mensagem pelo Dia Internacional para a Abolição da Escravatura, celebrado nesta quarta-feira.

Longa

O Secretário-Geral da ONU disse que a lista de novas e velhas formas de escravidão é chocantemente longa, e inclui servidão por dívida, trabalho forçado e infantil, tráfico de pessoas e órgãos, e exploração da prostituição, entre outros.

Ele adicionou que a maioria dos que sofrem são pobres e pertencem a grupos socialmente excluídos, como minorias e migrantes, e que fatores como a pobreza criam problemas estruturais e ciclos de marginalização que são difíceis de quebrar.

De acordo com Ban Ki-moon, combater a escravidão não se refere somente à sua proibição por lei, mas também à luta contra a discriminação de gênero, a violência contra as mulheres e crianças, o analfabetismo e as disparidades sociais e econômicas.

Ele lembrou que essas condições levam as pessoas à subjugação, uma vulnerabilidade que a atual crise financeira mundial ameaça estimular.

 

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