ONU lança mensagem de esperança na luta contra a Sida
Nações Unidas assinalam o Dia Mundial de Luta contra a Sida com uma mensagem de esperança. Relatório da OMS e Unaids sugere que maior acesso a retrovirais contribuiu para a redução da mortalidade em mais de 10% em todo o mundo.
[caption id="attachment_166559" align="alignleft" width="175" caption="Dia mundial de luta"]
Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York*.
O mundo celebra esta terça-feira, 1 de Dezembro, o Dia Mundial de Luta contra a Sida.
Em mensagem para lembrar a data, o director-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV-Sida, Michel Sidibé, disse que o dia é de esperança e preocupação.
Estigma
De acordo com Sidibé há 28 anos a epidemia da Sida continua a atingir novas populações e o estigma e a discriminação reduzem os esforços para combater a doença.
Mas ele lembrou que progressos significativos foram feitos, como a redução no número de infecções, a diminuição do número das crianças que nascem com o vírus, e o tratamento de mais de 4 milhões de pessoas.
O especialista da Organização Mundial da Saúde para HIV-Sida, Marco Vitória, disse à Rádio ONU, de Genebra, que os avanços foram sentidos em muitos países, mas que África ainda é o continente mais afectado.
"A maior parte dos casos e a maior parte das mortes que ocorrem nessa região são países que apresentam altas taxas de infecção pelo HIV enfrentam sérios problemas em termos de estrutura e também outras doenças que podem inclusive associar ao HIV e aumentar o encargo causado pela doença", disse.
Mortalidade
O relatório ‘Actualização da Epidemia de Sida-2009', lançado na semana passada pelo Unaids e pela OMS, mostra que o maior acesso a antiretrovirais ajudou a reduzir a mortalidade por Sida em mais de 10% a nível global, nos últimos cinco anos e que o número de novas infecções caiu 17% nos últimos oito anos.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, quase 34 milhões de pessoas no mundo são portadoras do vírus HIV, e cerca de 2,7 milhões de novas infecções ocorrem por ano.
*Apresentação: João Duarte, da Rádio ONU em Nova Iorque.