Uma em cada três mulheres são vítimas de violência

25 novembro 2009

Numa mensagem por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra Mulheres, a directora-executiva do Unfpa disse que a violência de género é um dos piores mas menos noticiados abusos de direitos humanos no mundo; ela disse ainda que homens podem ajudar a combater o flagelo.

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Todos os dias mulheres e raparigas são sujeitas a violência doméstica e sexual, exploração, tráfico, crimes de honra, práticas tradicionais nefastas, como casamento precoce, e outras formas de violência contra os seus corpos, mentes e dignidade humana.

A afirmação consta da mensagem divulgada pela directora-executiva do Fundo da ONU para a População, Unfpa, Thoraya Obaid, por ocasião do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra Mulheres, comemorado esta quarta-feira.

Oportunidade

Segundo Obaid, uma em cada três mulheres são vítimas de violência, forçadas a ter relações sexuais ou abusadas.

Ela disse que o Dia Internacional representa uma oportunidade para pedir o fim de uma das piores mas menos noticiadas violações de direitos humanos no mundo.

Na mensagem, a directora-executiva do Unfpa faz referência à "Rede de Homens Líderes", projecto lançado na terça-feira pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon, que pretende inspirar homens a ajudarem no combate à violência contra mulheres.

Thoraya Obaid disse que os homens, sejam eles maridos, pais, líderes religiosos ou políticos, irmãos e rapazes, podem ajudar a erradicar o flagelo.

Paz e Segurança

A chefe da agência das Nações Unidas saudou ainda as recentes resoluções 1888 e 1889 do Conselho de Segurança que reforçam a protecção de mulheres e raparigas em situações de conflito e pós-conflito.

Obaid disse que ao condenarem a violência sexual e pedirem um papel mais forte para mulheres na construção da paz, as resoluções assinalam um compromisso político para tratar a violência sexual como uma questão de paz e segurança.

 

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