Quase 1,5 bilhão de pessoas vivem sem eletricidade (Português Brasil)

24 novembro 2009

Relatório do Pnud alerta que quase ¼ da população mundial vive no escuro; diretor de Política de Desenvolvimento da agência, Olav Kjorven, afirma que é preciso garantir que as necessidades dessa população relacionadas à energia sejam essenciais para um novo acordo climático.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

Faltam pouco mais de 10 dias para a Conferência da ONU sobre Mudança Climática e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, alerta que quase ¼ da população mundial ainda vive sem eletricidade.

São 1,5 bilhão de pessoas no escuro, 80% delas em países menos desenvolvidos do sul da Ásia e da África Subsaariana, de acordo com estudo divulgado nesta segunda-feira pelo Pnud em parceria com a Organização Mundial da Saúde, OMS e com a Agência Internacional de Energia, IEA.

Realidade

Segundo o diretor de Política de Desenvolvimento do Pnud, Olav Kjorven, quase metade da humanidade está completamente desconectada do debate sobre como promover o progresso no mundo com menos emissões e mais energia verde porque a realidade dessas pessoas é muito mais básica.

Kjorven ressalta que eles tem que levar cargas pesadas de água e comida nas costas porque não tem transporte, e cozinhar sobre lenhas que prejudicam a saúde, sem eletricidade, gás ou óleo.

O diretor da agência da ONU afirma que é preciso garantir que as necessidades dessa população relacionadas à energia sejam essenciais para um novo acordo climático.

Acesso

O estudo do Pnud mostra ainda que, para reduzir a pobreza pela metade até 2015, um dos objetivos das Metas do Milênio, mais de 1 bilhão de pessoas vão precisar de eletricidade e 2 bilhões deverão ter acesso a combustíveis modernos como gás natural e propano.

O Pnud lembra que 2 milhões de pessoas morrem todos os anos de causas associadas à exposição à fumaça da biomassa e carvão de cozinha e 99% dessas mortes ocorrem em países menos desenvolvidos.

Nesses países e na África Subsaariana, metade das fatalidades relacionadas a pneumonia em crianças menores de cinco anos, doenças crônicas de pulmão e câncer de pulmão em adultos são atribuídas ao uso de combustível sólido.

 

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