Avanços no combate à Sida

24 novembro 2009

Relatório conjunto do Onusida e da OMS mostra um declínio de 17% a nível global no número de novas infecções nos últimos oito anos; estudo mostra que programas de prevenção estão a ter um impacto considerável.

[caption id="attachment_166599" align="alignleft" width="175" caption="Foto: OMS"]

Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Maior acesso a antiretrovirais ajudou a reduzir a mortalidade pela Sida em mais de 10% a nível global, nos últimos cinco anos. O número de novas infecções também sofreu um declínio de 17% nos últimos oito anos.

Estas conclusões fazem parte de um relatório divulgado esta terça-feira em Shangai, na China e em Genebra, pelo Programa Conjunto da ONU sobre HIV-Sida, Onusida e pela Organização Mundial da Saúde, OMS.

Impacto

Segundo a "Actualização da Epidemia de Sida-2009", programas de prevenção da doença estão a ter um impacto considerável através do mundo. Os maiores progressos foram registados na África Subsaariana onde o número de novas infecções sofreu uma queda de 15%, ou seja, cerca de 400 mil pessoas não foram infectadas em 2008.

No Botsuana, onde a cobertura antiretroviral é de 80%, mortes causadas pela doença sofreram um declínio de 50% nos últimos cinco anos.

O estudo mostra que o número de pessoas que vivem com o Sida nunca foi tão elevado, cerca de 33,4 milhões. Mas essas pessoas vivem mais tempo graças aos efeitos benéficos de antiretrovirais.

A directora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que investimentos nacionais e internacionais no combate à epidemia estão a dar resultados concretos. Ela pediu mais esforços para salvar mais vidas.

Mortalidade

A conselheira assistente do director-executivo do Onusida, Georgeana Braga, disse à Rádio ONU, de Genebra, que é preciso não esquecer que apesar dos progressos, a doença continua a ser uma importante causa de mortalidade em África, principalmente de mulheres.

"A epidemia já está com mais de 20 anos e finalmente estamos tendo frutos deste trabalho de prevenção. Mas existe também a parte de medicamentos que estão cada vez mais disponíveis nos países africanos. Mas não podemos esquecer que ainda é uma causa importante de morte nesses países. E ainda hoje é a principal causa da morte de mulheres em idade reprodutiva", afirmou.

Prevalência

O estudo conjunto do Onusida e da OMS mostra também uma redução de cerca de 25% na prevalência do HIV no leste da Ásia.

Uma das principais conclusões do relatório é que o impacto da resposta à doença é maior onde programas de prevenção e tratamento foram integrados em outros serviços sociais e de saúde.

 

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